quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

Marcelo Branco


O diretor do Campus Party Brasil, Marcelo Branco, é expert em tecnologia digital e estudioso da sociedade em rede. Numa frase, ele resume o objeto de nossa pesquisa.

“Realidade é o que a gente sente.”

sábado, 16 de fevereiro de 2008

Jon "Maddog" Hall



Jon "Maddog" Hall é um grande guru disseminador do código aberto. Junto com Linus Torvalds comanda a Linux International. Em sua passagem pela Campus Party, deixou sua impressão do que é realidade.

"Realidade? A única coisa de tenho certeza sobre ela é que estou aqui. Acredito que a melhor forma de definir a realidade é com o pensamento de Platão: “penso, logo existo”. É o que posso dizer. Veja bem: eu poderia ser uma ameba em algum lugar do universo, em algum planeta, porque eu não tenho realidade. A única realidade palpável é que o softwares livres são melhores do que os softwares de código fechado. Essa é uma verdade universal."

Belinda Galiano

Belinda Galiano é diretora da Campus Party desde sua primeira edição em 1997, em Mollina de Segura, Málagana Espanha. Desde pequena demonstrou interesse por novas tecnologias em especial por videogames. Passou por várias atividades relacionadas a design de páginas na web e produção de eventos. Em 1999, juntamente com Paco Ragageles e alguns amigos,fundou a E3 Futura. Veja o que Belinda pensa sobre a realidade.


"A Realidade é o que se cria e que se vive. Pode ser individual ou coletiva como acontece aqui."

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

Marcos Pontes


Foi difícil tirar o astronauta Marcos Pontes do palco principal depois do Momento Telefônica desta sexta à noite. Comunicando-se de forma simples e simpática - habilidade ainda mais aprimorada nas muitas palestras que vem ministrando desde que se tornou o primeiro brasileiro a estar no espaço -, Pontes cativou o público ao contar a sua trajetória, desde a origem humilde em Bauru, no interior de SP. Falou ainda sobre os detalhes do seu treinamento na NASA, das emoções da sua primeira viagem para o espaço e dos caminhos da astronáutica brasileira.
Após sua apresentação, Marcos Pontes participou do estudo Campus Mind respondendo à nossa pergunta: o que é a realidade?


" A realidade é estranha, é o que se acredita, é o que nos circunda. O que é realidade para você é diferente do que é para mim. A realidade é o que se constrói."

Steven Johnson



Steven Johnson é um dos principais estudiosos da cibercultura da atualidade. O autor de livros como “Cultura da Interface - Como o computador transforma nossa maneira de criar e comunicar” e “Emergência - A dinâmica de rede em formigas, cérebros, cidades e softwares”, esteve na noite desta quinta-feira na Campus Party, num bate-papo com a neurocientista Suzana Herculano e com o historiador Juliano Spyer. Leia a opinião de Steven sobre o que é realidade.

"Sou um grande fã da realidade (risos)! O que eu estou tentando fazer com o projeto Outside.in é usar o espaço virtual da internet para abraçar a realidade, abraçar comunidades do mundo real, abraçar toda a complexidade geográfica do mundo. Sempre digo que a internet não é um fator de isolamento, o fim do contato face a face. As pessoas costumam dizer que a com a expansão da internet ninguém mais vai querer viver a vida em comunidade. Eu digo: não! A internet vai fazer com que as cidades e os encontros pessoais sejam melhores, se a usarmos da maneira correta. Com a internet, nós estamos construindo ferramentas de conscientização das pessoas, de divulgação do que está acontecendo no mundo real entre vizinhos, os esforços que são feitos pelo mundo, compartilhamos conhecimento e informações. A realidade não vai desaparecer e poderemos usar o espaço virtual para fazer a realidade melhor.
Em eventos como a Campus Party é possível constatar que as pessoas gostam de ficar juntas na realidade. Estou vendo todas aquelas barracas ali em cima, as pessoas acampando mesmo; há muita realidade acontecendo aqui. Tudo isso é poderoso. As pessoas me surpreendem com a vontade de estar em volta de outros seres humanos. Por melhor que a tecnologia seja, as pessoas não vão mudar sua maneira de ser e de estar em grupo. "

Suzana Herculano-Houzel




A neurocientista Suzana Herculano-Houzel esteve nesta quinta-feira na Campus Party onde falou sobre a atividade cerebral e autografou seu último livro “Porque o bocejo é contagioso?”
Suzana formou-se em biologia na UFRJ e especializou-se em neurociência pela Case Western Reserve University (EUA), Universidade Paris VI (França) e Instituto Max-Planck para a Pesquisa do Cérebro (Alemanha). Veja o que ela pensa sobre realidade.

"Realidade? Bem, há várias realidades! Existe uma realidade do lado de fora, extremamente necessária para o ser humano, ou seja, a idéia de que existe alguma coisa externa ao nosso corpo, permanente, independentemente daquilo em que acreditamos. Mas há também o que consideramos realidade, isso, sim, é construído com base nas informações que os sentidos colhem do mundo. O que fazemos com essa informação é uma construção do cérebro, com base nas experiências anteriores, nas regras que se extraem do mundo a partir dessa própria informação. Os estímulos são extremamente importantes para a construção da nossa realidade, só que é essencial ter variedade e que eles façam algum sentido. O simples fato de receber um estímulo – como uma luz piscante à sua sua frente – pode não significar nada para o cérebro. De outro lado, o que precisamos para construir essa representação da realidade externa é de estímulos que tenham conexão, algum sentido que possa ser extraído de fato deles. Aquilo a que chamamos de realidade é o que se constrói a partir dos estímulos; vem na informação que se extrai dos estímulos. Entretanto, os estímulos não contêm necessariamente informação. Se vc pegar o mesmo grupo de estímulos, eles não serão interpretados da mesma maneira por duas pessoas distintas. Essa interpretação – isto é, a informação que se extrai do conjunto de estímulos – depende, entre outras coisas, de seu cérebro e de suas experiências passadas; de todos os estímulos recebidos anteriormente, o que fez com eles e de qual registro de padrão de informação conseguiu extrair anteriormente deles. Então, é difícil categorizar se há estímulos bons ou ruins. Existe o que a gente faz com os estímulos. Há alguns dos quais o cérebro não consegue extrair qualquer padrão ou informação (seria algo como entrar por uma orelha e sair pela outra)."

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

Andrew Hosmer e Seema Patel



Os jovens cientistas que vieram apresentar o Quasi no Brasil participaram do estudo da Campus Party Mind sobre realidade.

Andrew Hosmer, 29 anos, Pittisburg, EUA

"Para mim, realidade é alguma coisa próxima à idéia de verdade absoluta. A realidade é o objetivo do que faço profissionalmente; tento representar a realidade em personagens como este robô, o Quasi. Trabalho para que o personagem tenha de fato um espírito, que transmita a realidade."

Seema Patel, 26 anos, Pittisburg, EUA.

"Realidade é a forma que toma tudo o que está à nossa volta. Cada pessoa vê a realidade de um jeito. Por exemplo: se tomamos duas pessoas da mesma cidade, de diferentes classes sociais e perfis sócio-econômicos, pobres e ricos, em suma, a maneira como esses indivíduos enxergam a realidade é bem distinta. Eles têm percepções diferentes das situações, dos assuntos. E qual delas é a verdadeira? Não há como dizer! Não podemos considerar que esta ou aquela realidade é a "certa". Porque a realidade é sempre distinta, individual; ela é o que cada cérebro traduz do que percebe. "